8.1.09

mais nada!

"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

FP

11.8.08

Amor-balão

Há algum tempo que não escrevo para ti. Não porque deixei de ter o que te dizer, ou o que contar. Talvez as palavras tenham deixado de ser suficientes para nós. Porque o que há em nós é impossível de se traduzido por palavras, é demasiado cheio para caber em frases e acabar num ponto final. Para ti já não sei escrever. Porque o que chega ao papel já não é bem aquilo que me atravessou a mente e passou dos dedos para o teclado. Já não é tão genuíno. Para ti quero ser sempre verdadeira e transparente, sem códigos e sem frases floreadas. Sei que gostas de me ler, sei também que te emociono. Não preciso de te escrever para o perceber. Vejo nos teus olhos. E emociono-me contigo. O que há em nós não pode ser escrito, só pode ser vivido, porque mais do que palavras são emoções, são olhares impossíveis de descrever. Apaixono-me todos os dias por ti e todos os dias digo que te amo, não por banalidade, hábito ou rotina, mas por ser tão verdade e tão cheio que preciso de esvaziar todos os dias para no dia seguinte me voltar a encher daquilo que sinto.

10.8.08


Lolinha

Envelheceste como quase já ninguém envelhece. Foste perdendo tudo. A força nas pernas, o brilho no olhar, a alegria de nos receberes em cada regresso a casa. Morreste porque nos pediste com o olhar que assim fosse. Sempre foste resistente, recusaste a tua casota, preferias dormir no chão frio de pedra mesmo no Inverno. Só foste ao veterinário com mais frequência no último ano para fazer a ligadura da pata que teimava em não sarar. Feridas do tempo. Sempre foste parte da família e até tinhas características dos donos, como ente que se preze: eras teimosa, personalidade forte, resingona mas ao mesmo tempo afável e leal. Aceitaste os gatos, com eles fizeste uma amizade digna de ser contada, especialmente com a Puca, fiel amiga. Sempre te fizeste respeitar. Quantas vezes disseram que só te faltava falar... Seriam muitas as histórias que terias para contar dos teus longos 16 anos de vida, quase 17. Que força a tua que sempre admirei. No limiar das tuas forças, nem um latido, apenas aquele olhar velho e triste que já não via. O faro foi provavelmente o último sentido a morrer contigo. Acompanhaste toda a minha vida, e o meu crescimento. Estiveste quase sempre presente. Amei-te como se ama uma pessoa, sofri a tua perda como tal. Não conseguia continuar a ver-te sofrer, a morrer lentamente. Serás sempre uma história para contar, no meio de todas as minhas histórias. Tu ao meu colo, e eu ao colo da minha mãe. Desde então sempre crescemos juntas. Cresceste e envelheceste. "Se comeres a sopa toda podes ficar com ela". Comei até ao fim, tal foi a seriedade com que encarei o negócio. Tinha 5 anos e não gostava de sopa. Vieste do Minho, dentro de uma caixa de cartão. Era linda, sempre foste vistosa, todos te comparavam a uma raposa. Focinho estreito, pêlo laranja lustroso e cauda em caracol. Os teus olhos expressivos sempre tiveram guardado tudo aquilo que não nos podias dizer. Foste mais do que uma cadela, foste uma grande companheira. Serás sempre uma história para contar...

13.7.08

Aqui e em cada lugar

Mais uma vez a ausência. Os últimos 3 meses foram de trabalho árduo e não houve mesmo tempo para escrever aqui. Primeiro o hospital. Estagiar em pediatria foi das melhores experiências que já vivi, enriquecedora, gratificante e reveladora. Reveladora de um sonho, que espero um dia poder tornar realidade. Afinal foi esse o motivo ainda que meio camuflado que me levou a enveredar por fisioterapia. Depois da maratona de estágios, trabalhos, trabalhos, trabalhos... Tive sorte com as experiências de aprendizagem por que passei, sorte pelas pessoas que cruzaram o meu caminho, desde fisioterapeutas a doentes, todos me ensinaram algo novo, deixaram uma marca muito positiva e ajudaram a tornar-me naquilo que sou hoje. Apesar de faltar um ano para acabar o curso, já trago uma grande responsabilidade comigo, sou Fisioterapeuta e digo isto com todo o orgulho do mundo! Sei que não vai ser fácil, mas só o futuro dirá de que cores se vai pintar o meu sonho. Tenho projectos, vontade e muito entusiasmo comigo, não será tudo mas sem dúvida essencial. Nunca duvidei de que era este o meu caminho, não sei porquê mas sempre tive a certeza que nenhuma outra coisa faria tanto sentido. Talvez este cantinho não dure muito mais tempo… Ele que me acompanhou durante todo este percurso. Talvez nesta fase faça sentido outro lugar para marcar o início de uma nova etapa, para me continuar a acompanhar em cada lugar meu.

25.3.08

Meu amor não quero mais palavras rasgadas. Nem o tempo cheio de pedaços de nada. Não me dês sentidos para chegar ao fim, meu amor só quero ser feliz. Meu amor, não quero mais razões para apagar o que nasce e renasce e nos faz acordar. A loucura faz medo se for medo o teu chão, mas é ar e é terra dentro do coração, é ar e é terra dentro do coração. Meu amor, não quero mais silêncio escondido. Nem a dor do que cai em cada gesto ferido. Quero janelas abertas e o sol a entrar. Quero o mundo inteiro dentro do teu olhar. Eu quero o mundo inteiro dentro do teu olhar. E hoje, vê a estrada é feita para seguir E hoje, sente a vida é feita de sentir. E hoje vira do avesso o mundo e vê melhor. Deste lado é mais puro é teu, é tão maior. Deste lado é mais puro... É meu... É tão maior.



Mafalda Veiga - Estrada

26.2.08

"Hapinness is only real when is shared"



Para aqueles que acreditam que a liberdade e a felicidade são a visão de um pôr do sol, descer um rio selvagem ou subir ao cume duma montanha contemplando a tela primaveril de uma planície.
Para aqueles que acreditam que só experienciando as emoções mais fortes se vive a plenitude de uma vida cheia.
Para aqueles que acreditam que o sentido da vida está nas pequenas coisas, naquelas que fazem bater forte o coração, na fidelidade àquilo em que acreditamos e que nos faz sentir vivos.
Para aqueles que ainda não descobriram que a felicidade só é real quando é partilhada.

Um filme baseado na vida de Chistopher McCandless, um jovem de 22 anos, cuja descrença nas relações humanas o leva abdicar da sua vida privilegiada para gozar da liberdade absoluta que pensa encontrar na comunhão com a Natureza. Palmilhando a América durante dois anos, à boleia, ou clandestinamente entre as carruagens de um combóio, chega mesmo ao México, finalizando a sua viagem sem regresso no confins do Alasca.

Não deixem de ver este filme, que nos deixa completamente presos ao ecrân do primeiro ao último minuto, pelas imagens, pela banda sonora que assenta que nem uma luva, e principalmente pela história e naquilo em que ela nos faz pensar.

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17.2.08

Retalhos de Fevereiro

Pensavam que se tinham visto livres de mim?

Muito tempo passou desde a última vez que escrevi aqui. Falta de tempo, falta de vontade, outras prioridades talvez. O que sei é que não me sinto preenchida com este meu recanto por preencher. Nunca fui verdadeiramente assídua, nem prometo algum dia vir a ser. Mas estou de volta, para na medida do possível ir dando um cheirinho dos meus dias. Passaram-se 6 meses, muitas luas, muitos sóis, muitos dias e noites algumas mal dormidas. Momentos bons outros menos bons, mas acima de tudo batalhas vencidas. A vida segue o seu curso normal e eu continuo a lutar por aquilo em que acredito, a crescer, a aprender com os erros mesmo que não seja à primeira. Que posso dizer sobre mim? Não mudei nestes 6 meses, não emigrei, não fiz nenhum piercing nem troquei de namorado. A minha vida continua a ser preenchida quase a tempo inteiro pelo curso de Fisioterapia, que posso dizer orgulhosamente que já está a mais de meio e que se tudo correr nos conformes lá para Julho já serei Fisioterapeuta bacharelada (é assim que se diz?). Neste momento estou feliz com o meu curso, apesar do 1º semestre ter dado cabo de mim e da minha sanidade mental, o estágio relembrou-me que continuo a ser uma pessoa e não uma máquina e que apesar dos apesares é isto que quero. Para isso contribuiram os meus queridos utentes, que animaram bastante os meus dias que apesar dos seus achaques tinham sempre um sorriso e uma palavra amiga e que muito me transmitiram. O privilégio maior de ser fisioterapeuta é esta possibilidade de contactarmos com pessoas diferentes, de conhecer mundos tão diferentes do nosso e mesmo assim descobrir que nos cruzam ou num pensamento ou numa maneira de estar. Mas chega de publicidade que isto está mau para arranjar emprego. Enfim, pouco tempo sobra para mais alguma coisa, as férias são reservadas ao descanso, à família e aos amigos e mais recentemente às escapadelas com a net viagens (aconselho vivamente as promoções!). Prometo que a falta de tempo não vai voltar a ser desculpa e a pedido de várias famílias as palavras, as imagens e os sons vão voltar por aqui =).